O fundador pediu automação. Eram quatro décadas de operação em mineração e meio ambiente, milhares de processos ativos e demandas importantes chegando diretamente pelo WhatsApp dele. À primeira vista, fazia sentido tirar a rotina manual do caminho.
Antes de propor qualquer sistema, passamos um dia no escritório da consultoria. Entrevistamos o fundador, a responsável administrativa que controla as exigências há 24 anos, o geólogo do fluxo minerário e o coordenador ambiental. Não para cumprir uma etapa de diagnóstico: o que aparece em uma reunião não é a operação inteira.
A imersão mostrou que a rotina reunia o conhecimento de poucas pessoas-chave. Automatizar apenas uma etapa preservaria a concentração de contexto. Por isso, o trabalho começou pelo mapa da operação inteira.
Mapeamos sete fluxos operacionais, agrupamos nove dores e nomeamos quatro problemas centrais. Isso virou um documento de decisão: diagnóstico, frentes priorizadas, o que fica pra depois. Liderança e equipe passaram a discutir a operação com os mesmos nomes.
A primeira entrega saiu antes de o plano fechar. Um monitor regulatório lê o Diário Oficial e o SEI todos os dias e cruza as publicações com os processos da consultoria. Quando a exigência aparece primeiro no SEI, o time ganha tempo antes da publicação no DOU. Em mineração, um prazo perdido pode parar a operação de um cliente.
A experiência da migração anterior orientou uma transição em camadas: o sistema sugere, uma pessoa confirma e a autonomia cresce conforme a equipe valida a ferramenta nova.
Na conversa de encerramento, o fundador resumiu o resultado que buscava: mais tempo para visitar clientes. Automatizar foi o gatilho do contato. O trabalho é mudar a operação em fases, sem parar o que está rodando.